Hipertexto: prosopagnosia

Extraído da edição 70 da Enclave, a newsletter do Jornal RelevO. A Enclave, cujo arquivo inteiro está aqui, pode ser assinada gratuitamente. O RelevO pode ser assinado aqui.

Algumas pessoas têm dificuldade em reconhecer rostos. Confundem pessoas; não lembram de traços; descrevem características faciais sem qualquer precisão. Outras não reconhecem rostos de maneira alguma, isto é, nem de familiares, nem de grandes amigos, e, em alguns casos, nem delas mesmas. À cegueira facial – um problema cognitivo sério – dá-se o nome de prosopagnosia.

Quem sofre de prosopagnosia pode não apresentar nenhum outro problema de visão, muito menos intelectual. É possível até que algumas delas vejam partes específicas, como nariz, boca e olhos. Entretanto, rostos como um todo não são reconhecidos – e você imagina as complicações sociais que isso pode causar, ainda mais em uma criança.

O problema pode ser causado por meio de uma lesão na área fuseforme de faces do cérebro, ou FFA (termo que não significa nada para nós, mas vai que te liga a outras informações). Também pode ser simplesmente congênito, fazendo com que alguém passe a vida inteira sem entender como é reconhecer um rosto. Não há tratamento efetivo ou cura: para lidar com a prosopagnosia, a escapatória é se atentar aos cabelos, vozes, roupas e linguagem corporal.

E, reza a lenda, Brad Pitt apresenta sintomas.

Publicado originalmente na edição #29, em fevereiro de 2016.