Hipertexto: Anna Coleman Ladd

Extraído da edição 22 da Enclave, a newsletter do Jornal RelevO. A Enclave, cujo arquivo inteiro está aqui, pode ser assinada gratuitamente. O RelevO pode ser assinado aqui.

Argila e massa de modelar eram os principais materiais utilizados por Anna Coleman Ladd na tentativa de restaurar rostos desfigurados na Primeira Guerra Mundial. A escultora, nascida nos Estados Unidos e educada na Europa, usava seu estúdio em Paris para reconstruir as faces de quem havia sido injuriado em combate. A partir dos moldes de argila e massa, Ladd criava uma prótese de cobre galvanizado e a pintava conforme a pele do atendido.

Antes da guerra, Anna Coleman já havia se envolvido com fotografia, dramaturgia e literatura, além das próprias peças que esculpia – geralmente aplicadas na decoração de fontes. O casamento com Maynard Ladd, médico da Cruz Vermelha, ajudou a conectar seu enorme talento com uma causa interessantíssima. Em Paris, cada máscara levava cerca de um mês para ficar pronta, tendo vida útil de alguns anos. Estima-se que Ladd tenha produzido mais de 185 peças.

Todas as informações foram extraídas desta matéria na Smithsonian, ainda mais recomendada pela galeria de fotos. Interessados também podem assistir a este curto vídeo do estúdio, que oferece uma dimensão maior do trabalho de Ladd.