Lista: fotos do Hindenburg

Extraído da edição 44 da Enclave, a newsletter do Jornal RelevO. A Enclave, cujo arquivo inteiro está aqui, pode ser assinada gratuitamente.

Hindenburg foi um zepelim construído no início dos anos 1930 pela Alemanha nazista para ser uma aeronave comercial, visando ao transporte transatlântico de passageiros e, de quebra, à propaganda política. Ficou famoso tanto pela sua imponência e alta classe das suas instalações quanto pelo desastre espetacular que marcou o fim da era dos dirigíveis. Eis alguns belos registros dessa imensa aeronave cheia de nitrogênio:

LZ 129 Hindenburg
Hindenburg em seu primeiro voo, 1936
LZ 129 Hindenburg
Detalhe da cabine
LZ 129 Hindenburg
O Hindenburg é até hoje a maior aeronave a ter voado. Acima, a comparação com um Boeing 747
LZ 129 Hindenburg
Hindenburg sobre o Rio de Janeiro
LZ 129 Hindenburg
Salão de jantar

LZ 129 Hindenburg

LZ 129 Hindenburg
Writing room (não deixe essas cafeterias descolex descobrirem isso)
LZ 129 Hindenburg
Cabine de passageiros
LZ 129 Hindenburg
Cabine de controle
LZ 129 Hindenburg
Salão de fumantes, o lugar mais popular entre os passageiros do dirigível
LZ 129 Hindenburg
Panfletos com informações aos passageiros: a distância entre América e Europa correspondia a dois dias e meio de viagem

 

Hipertexto: contrapposto

Extraído da edição 27 da Enclave, a newsletter do Jornal RelevO. A Enclave, cujo arquivo inteiro está aqui, pode ser assinada gratuitamente. O RelevO pode ser assinado aqui.

No século 15, com o desenvolvimento da Renascença, uma das maiores influências da antiguidade nas artes visuais foi o retorno do Naturalismo nas representações humanas. Nas estéticas prévias – o romanesco e o gótico – não havia a preocupação de criar espaço habitável e personagens realistas. A temática, afinal, era muito mais centrada num mundo celestial, não subordinado às leis da física.

Tomemos como exemplo a escultura arcaica grega. Nota-se a rigidez de sua pose. Os joelhos estão travados e os membros, paralelos. Não é uma posição que alguém conseguiria manter por muito tempo sem se sentir desconfortável. No gótico, por sua vez, tão pouca importância é dada a esse tratamento do corpo que normalmente a figura aparece completamente vestida, com poucas pistas dadas sobre o que está debaixo dos panos.

Vamos agora ao David de Donatello, de 1400-e-algo, estátua que abre este texto. Trata-se do primeiro freestanding – não suportado por outra escultura – nu esculpido desde a antiguidade. O garoto está claramente confortável: de fato, parece que ele está posando para o artista. Além da maior precisão na execução dos músculos e da expressão facial, o elemento que mais contribui com a naturalidade da obra é sua posição em contrapposto.

Contrapposto, pois, é o ato de apoiar o peso do corpo em uma só perna, enquanto a outra descansa com o joelho levemente inclinado. Isso cria um desvio nos eixos do quadril e dos ombros, dando ao mesmo tempo estabilidade e liberdade de movimento à figura. É a pose que tomamos inconscientemente ao ficarmos parados em pé. Esse recurso era amplamente utilizado na escultura greco-romana, e por isso foi um dos símbolos da retomada da tradição antiga pelos renascentistas.

Convidamos o leitor a prestar atenção: o contrapposto está em todo lugar. Vênus de Milo? Sim. David de Michelangelo? Também. Apollo Belvedere? Claro. Catálogo de moda genérico? Sim. Foto em grupo de formatura? Provavelmente.