Um dia vem o fim comum

Editorial extraído da edição de junho de 2026 do Jornal RelevO, periódico mensal impresso. O RelevO pode ser assinado aqui. Nosso arquivo – com todas as edições – está disponível neste link. Para conferir todas as colunas de nossos editoriais, clique aqui.


“Um dia vem o fim comum a todos os mortais”, Sófocles (497-406 a.C.) em Electra.

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“O homem morre tantas vezes, quantas vezes perde os seus”, Siro (séc. I a.C.), em Sentenças.

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“Estamos condenados à morte nós e nossas obras”, Horácio (65-8 a.C.), em Arte Poética.

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“Como são loucos os mortais!”, William Shakespeare (1564-1616), em Sonho de uma Noite de Verão.

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“O que chamais morrer é acabar de morrer, e o que chamais nascer é começar a morrer, e o que chamais viver é morrer vivendo”, Quevedo (1606-1684), em Os Sonhos.

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“Morre-se apenas uma vez, e é por tanto tempo!”, Molière (1622-1673), em O Despeito Amoroso.

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“Não tenhas medo. Morrer / Não custa nada, é viver. / Custa menos que se pensa. / Morre o corpo, a alma abre asa / E vai: é mudar de casa.”, António Nobre (1867-1900), em Despedidas.

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“A consciência da morte é inevitável, constante, a cada segundo. Não é se conformar. É aceitar: ela vai vir. Ninguém é eterno. Portanto [mãos para cima], espera um pouquinho, espera mesmo, viu?”, Fernanda Montenegro (1929).

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“Te batizar de novo. / Te nomear num trançado de teias / E ao invés de Morte / Te chamar / Insana / Fulva / Feixe de flautas / Calha / Candeia / Palma, por que não? / Te recriar nuns arco-íris / Da alma, nuns possíveis / Construir teu nome / E cantar teus nomes perecíveis / Palha / Corça / Nula / Praia / Por que não?”, Hilda Hilst (1930-2004), em Da morte. Odes mínimas.

“Eu sou muito queijeiro”, Sérgio Luiz Zanella (1957-2026).