Baú: João Braga

Extraído da edição 60 da Enclave, a newsletter do Jornal RelevO. A Enclave, cujo arquivo inteiro está aqui, pode ser assinada gratuitamente.

A origem etimológica desta palavra é do sânscrito bel et za e quer dizer ‘a casa onde Deus brilha’, ou seja, a beleza está associada ao divino. Trata-se de um valor imaterial impregnado no objeto material que tem a capacidade de sensibilizar o olhar de quem observa, proporcionando-lhe a experiência estética. É algo que mexe conosco e até mesmo chega a nos perturbar, no sentido positivo de nos proporcionar uma sensação de encantamento e agradabilidade. É a presença do invisível que se faz visível e nos toca; é mistério e simplicidade ao mesmo tempo. É harmonia, é transcendência.

João Braga, Tenho dito: histórias e reflexões de moda. Ed. Estação das Letras e Cores, 2015.

Baú: Richard Hughes

Extraído da edição 42 da Enclave, a newsletter do Jornal RelevO. A Enclave, cujo arquivo inteiro está aqui, pode ser assinada gratuitamente.

Existe uma história de uma célebre dançarina russa, a qual foi perguntada por alguém sobre o que significava determinada dança. Ela respondeu com alguma exasperação: ‘se eu pudesse dizê-lo em tantas palavras, você acha que eu teria todo o trabalho de dançar?’.
Richard Hughes, prefácio de The Sound and the Fury (William Faulkner).