Lista: uniformes extraordinários do futebol italiano

Extraído da edição 48 da Enclave, a newsletter do Jornal RelevO. A Enclave, cujo arquivo inteiro está aqui, pode ser assinada gratuitamente.

1. Fiorentina

1969

1999

2. Cagliari 1970

3. Parma 1999

4. Torino década de 1940

5. Lazio 1983

6. Milan

1977

1900

7. Vicenza 1978

8. Bologna 1964

 

9. Internazionale 1954

10. Sampdoria

1970

1976

11. Roma

2002

2017 derby

12. Genoa 1924

13. Palermo 2006

14. Brescia 1941

15. Sassuolo 2016

16. Itália 2002

 

Colaborou (sem saber) Felipe Portes

Hipertexto: trench coat

Extraído da edição 46 da Enclave, a newsletter do Jornal RelevO. A Enclave, cujo arquivo inteiro está aqui, pode ser assinada gratuitamente.

A relação entre guerra e moda é muitíssimo forte – nós até já providenciamos alguns exemplos na Enclave 42, e também já tratamos do fraque. Um dos exemplos mais clássicos da convergência entre esses dois campos cabe ao trench coat, aquele casacão belíssimo visto em pessoas elegantes no inverno. E em detetives sombrios, mas chegaremos lá.

trench coat (casaco de trincheira, ao pé da letra) é facilmente reconhecido: um agasalho extenso, do tamanho de um sobretudo, com duas lapelas largas, botões e um cinto que afunila a cintura de quem o veste. Tradicionalmente na cor cáqui, hoje é produzido em outras colorações (entre as alternativas mais comuns, cinza e preto).

Inicialmente concebido no início do século passado pelas marcas Burberry e Aquascutum, ambas britânicas e ambas careiras, o trench coat nasceu como item opcional do Exército Britânico. Era uma alternativa mais leve em relação ao sobretudo. Seu tecido – a gabardina – havia sido inventado por Thomas Burberry no final do século 19. Na Primeira Guerra Mundial, já foi presença constante entre os soldados britânicos.

Impermeável e provido com vários bolsos e fivelas, caiu nas graças dos soldados, que não o abandonavam após voltar das batalhas. Durante a Segunda Guerra, estava estabelecido – outros países já haviam confeccionado seus trench coats.

Sua popularização entre civis se deu por meio do cinemaHumphrey Bogart em Casablanca (1942) e Peter Sellers nos filmes d’A Pantera Cor de Rosa popularizaram de vez o item, que na década de 1960 já caía no gosto de moderninhos em geral. Você pode comprar um trench coat igual ao de Bogart na própria Aquascutum por R$4.715, por que não? Na Burberry, um modelo feminino está à venda por R$ 14.540.

A essa altura, as telonas também já haviam solidificado o gênero noir: detetives alcoólatras, art déco, femmes fatales, traições perversas. Humphrey Bogart, sempre ele, havia auxiliado na montagem do arquétipo, vide as adaptações de Falcão Maltês (1941) e The Big Sleep (1946). Passado o tempo, o trench coat se consolidou como um clichê do noir. Basta equipá-lo com um fedora, um maço de cigarros e bastante mal-humor para você se pagar de Philip Marlowe por aí.

Hipertexto: fraque

Extraído da edição 44 da Enclave, a newsletter do Jornal RelevO. A Enclave, cujo arquivo inteiro está aqui, pode ser assinada gratuitamente.

Na próxima vez que chamarem O Editor para qualquer evento diurno – um chá de bebê, uma volta no parque ou a comemoração de habeas corpus da Tia Lúcia –, carregue a certeza de que O Editor usará um fraque. Se você não sabe, ou não se lembra daquilo em que consiste um fraque, seu plebeu medíocre, permita-me reforçar sua memória:

Tratado de Versalhes, 1919: 3/4 dos integrantes utilizaram fraque. Você, que não assina Tratado algum, usa zero fraque. Coincidência???

Brincadeiras à parte – Tia Lúcia certamente apodrecerá na cadeia –, um fraque é a composição que a etiqueta formal exigia até o pôr-do-sol. Não à toa, este traje é conhecido como morning dress, embora a palavra em português provenha do frock, que pode ser entendido como a peça isolada deste terno (qual o tailcoat), ou como uma espécie de sobretudo aristocrático (justaucorps) que hoje mais remete a um cosplay de Dr. Who.

O fraque, enfim, requer de seu usuário um colete da cor do terno. Sob a gravata, aceita camisas de gola removível, as quais hão de ser lembradas na próxima vez em que esta newsletter oferecer páginas de estilo. Também orna perfeitamente com bengala, cartola e boutonnière. Não sabe o que é uma boutonnière? Ha-Ha-Ha, como é penoso dialogar com mendicantes. Aliás, que não passe batido: você de fato leu a palavra “orna” na Enclave, seu carrapato desvalido.

Em suma, não há maior caricatura de riqueza do que um fraque, e é justamente por isso que, a partir do momento em que a gelatina circular da moda o redescobrir, você se lembrará do nosso manifesto pelo retorno imediato do traje em questão. P.S: Dos quatro representantes na fotografia cima, adivinha qual acabou apelidado de “chorão” e ainda abriu caminho para Mussolini? Pois é. Usem fraque, oras.

Lista: roupas, ornamentos e suas inspirações históricas

Extraído da edição 42 da Enclave, a newsletter do Jornal RelevO. A Enclave, cujo arquivo inteiro está aqui, pode ser assinada gratuitamente.

Nehru jacket — Jawaharlal Neru

Mao suit / Zhongshan suit — Sun Yat-sen / Mao Zedong

Mao suit / Zhongshan suit — Sun Yat-sen / Mao Zedong

(E Blofeld, vilão de 007)

Galocha / Wellington boot — Arthur Wellesley, 1º Duque de Wellington

Galocha / Wellington boot — Arthur Wellesley, 1º Duque de Wellington

Galocha / Wellington boot — Arthur Wellesley, 1º Duque de Wellington

Blusão / Camicia Rossa — Giuseppe Garibaldi

Blusão / Camicia Rossa — Giuseppe Garibaldi

Blusão / Camicia Rossa — Giuseppe Garibaldi

Cardigan — James Brudenell, 7º Earl de Cardigan

Cardigan — James Brudenell, 7º Earl de Cardigan

Cardigan — James Brudenell, 7º Earl de Cardigan

Balaclava — Batalha de Balaclava / Vila de Balaclava

Balaclava — Batalha de Balaclava / Vila de Balaclava

Balaclava — Batalha de Balaclava / Vila de Balaclava

Colar elizabetano — Isabel I (Elizabeth)

Colar elizabetano — Isabel I (Elizabeth)

Colar elizabetano — Isabel I (Elizabeth)